Alice Braga fala do primeiro filme de Marco Ricca, “Cabeça a prêmio”, e diz que se inspira na mãe para atuar
O longa marca a estreia de Ricca como diretor e entra nas salas de quatro capitais brasileiras nesta sexta-feira (20/8)
Marco Ricca não queria nenhum iniciante – além dele próprio - no seu primeiro filme como diretor. “Sem essa mania de lançar não ator”, diz. “Cabeça a Prêmio”, uma história de amor e pistoleiros na fronteira do Mato Grosso do Sul, está repleto de grandes atores. Fulvio Stefanini é um fazendeiro poderoso, desses que mandam matar quem se mete no seu caminho. Encomenda os serviços sujos a Edu Moscovis e Cassio Gabus Mendes, que fazem marcação cerrada em Alice Braga, a Elaine, filha de Fulvio. Nesta sexta-feira (20/8), o longa estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande e Brasília.
O filme é uma ótima pedida para revisitar as histórias cruas do escritor Marçal Aquino, que já teve o seu “O Invasor” levado para as telas, com Marco no elenco. É chance única também de conferir a atuação Ana Braga, mãe de Alice no filme e na vida real. Há quase 30 anos sem atuar, Ana rouba a cena como a mulher do fazendeiro. Nessa história de personagens angustiados, prontos para ver seu mundo ruir, o espectador se vê torcendo para todos, do matador apaixonado de Moscovis ao patrão homossexual de Otávio Muller.
Para entrar na história criada por Aquino, Alice mergulhou no universo dos jovens de Campo Grande. Foi a baladas, descobriu a cena eletrônica local (“você sabia que o D-Edge, de São Paulo, surgiu primeiro lá?”, conta) e se inspirou nas meninas da cidade, que têm os olhos no mundo mas uma rotina quase interiorana. Na trama, encara uma paixão proibida pelo o piloto de avião contratado pelo pai, vivido por Daniel Hendler. Se você viu os ótimos uruguaios “Whisky” e “25 Watts”, já conhece o rapaz.
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